• Igor Mauricio Barreto

Eu amo um mercado!

Os mercados municipais estão de volta, com força total!

Me julguem. Sou daqueles que adora um mercado de comida. Pode ser um supermercado, um atacadista, uma feira livre; se tiver um ingrediente, eu curto, se tiver coisas que conheço pouco ou não conheço, putz, aí eu chamo de Disneylândia.

Já me perguntei muito o porque disso, tenho até um teoria só para essa coisa com feira aqui no https://www.igormauriciobarreto.com/post/feiras-livres-ou-não-orgia-de-sensações.

De fato, uma das minhas grandes missões, não é de hoje, é fazer com que as pessoas voltem a ter intimidade com a comida. Cheirar, sentir o sabor, cozinhar a própria comida, além de saber mais sobre a origem do que se come.

Minha alegria é ver avanços nos últimos anos nesse sentido. Rolam vários sintomas, e dentre eles, o resgate dos mercados de produtor, os mercados municipais e afins.

É notório pelo Brasil, os mercados municipais são grandes hubs, onde quem é morador, se mistura com quem é local, escancarando os costumes culturais através da riqueza dos hábitos alimentares.

Quem não ouviu falar no mercado de Curitiba, ou o mercadão de Belo Horizonte, o de São Paulo, que é um capítulo à parte em sua grandeza e importância. O mercado Ver-o-peso ganhou notoriedade junto com os ingredientes da região norte, e o de Salvador é uma tradição, além de em Niterói, o nosso mercado São Pedro, referência em peixes e pescados até nos estados ao redor. E quem não conhece o CADEG, mercado municipal do Rio? Com suas opções de restaurantes, e suas ruas recheadas com delícias. O lugar mais fácil de encontrar cozinheiros pela manhã na cidade.

É notório pelo Brasil, os mercados municipais são grandes hubs, onde quem é morador, se mistura com quem é local, escancarando os costumes culturais através da riqueza dos hábitos alimentares.

Esses mercados quase morreram com o aumento do consumo cavalar dos hiper industrializados na últimas décadas. As pessoas se distanciaram do alimento, se aproximaram das fotos e das caixas coloridas, e da esperança de achar que se consumissem margarina - que não existe na natureza- ia ser felizes daquele jeito em volta da mesa.

Eles estão voltando a estar nos holofotes, cada vez mais, um tantinho de cada vez.

Um novo mercado, na praça Mauá, ao lado do museu do amanhã, está para chegar, inspirado nos novos mercados europeus.

Um novo mercado municipal em Niterói está em obras, ocupando o bonito prédio modernista que um dia foi o… mercado municipal. Investimento lindo, de milhões. Muitas obras de melhoria e expansões pelo Brasil, demonstram um interesse claro pelos mercados.

Sem dúvida, o que impulsiona essa busca é a experiência. As cores, cheiros e possibilidades. O clima de pé no chão e falta de frescura aliada a familiaridade com os lojistas potencializam isso.


O que provoca? O retorno ao interesse por produção familiar, pequenos produtores, entender as origens do insumos e como são feitos, enfim, intimidade com os alimentos, reaquecimento das pequenas produções e propriedades.

O meu palpite? Que isso pode também contribuir para o fomento das feiras livres e dos circuitos de feiras orgânicas e similares, ajudando para que consumamos alimentos mais frescos e que as novas gerações saibam o que é uma fruta tal, e quem saibam qual é o limite de doçura de um alimento de verdade, e que por fim, um dia voltemos a consumir fruta do pé.

Me chamem de otimista, mas eu tenho um sonho, e amo os mercados.


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